quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

QUE PAÍS É ESSE?

Não queria mais tocar neste assunto, mas fica parecendo que estamos nos acorvadando. Acreditava que estamos em um país democratico, para votarmos em quem achamos que pode ou poderia ser o melhor para nosso país. Mesmo não estando satisfeito com a Dilma, hora nehuma me arrependo de ter votado nela. E por mais que não seja bom entendedor em economia sei que todo mundo esta passando por crise economica e desde que me conheço por gente, cresci ouvindo em corrupção, e fui apresetado a ela na época do então Presidente Fernando Henrique (arg...). Esse tumulto todo não sei o porque. Todo tipo de protesto é valido, como disse estamos em um país democrático. Esse ano teve uma eleição tão bonita, onde até quem não tem interesse algum em politica parou para saber o resultado. Vamos continuar igual começamos ano passado e vamos querer parar o Brasil para alguma coisa ultil do que para disputa política infantil, só porque o candidato de preferência não ganhou. Vamos amadurecer e pedir exoneração de fúncionário público que pensa faz o que quer e ninguém faz nada, vereadores, deputados e senadores corruptos.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS

Como todos textos de Luís Fernando Veríssimo, este não poderia ficar para trás, e ele explica muito bem como funciona esta Brasil.
Ótimo na parte onde o "ladrão" começa a explicar todo seu inteligente plano e parceria com os outro fazendeiros.


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.

D - Delegado
L - Ladrão

D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

L - Não era para mim não. Era para vender.

D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

L - Mas eu vendia mais caro.

D - Mais caro?

L - Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

L - Os ovos das minhas eu pintava.

D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)

D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..

D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados e senadores do PT. Dois ou três ministros do PMDB, PDT, PSB. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada.
Depois perguntou:

D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, excelência. Me explique.

L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...